Tradução nova…

•7 de novembro de 2011 • Deixe um comentário

Trabalhar e se divertir, ao mesmo tempo, não tem preço…
E foi exatamente assim que me senti traduzindo “O País das Mulheres”, livro mais recente da autora Gioconda Belli.
O livro, que é escrito de forma muito bem-humorada e não deixa de ser uma crítica aos governos e às instituições, aponta para uma deliciosa utopia: o país das mulheres.
Viviana Sansón, a protagonista, entra na minha lista de personagens femininas favoritas!

Uma declaração de amor aos livros e às traduções…

•26 de maio de 2011 • Deixe um comentário

Me emocionei lendo o texto do André Conti, na coluna “Editando os Clássicos”, no blog da Companhia das Letras:
http://www.blogdacompanhia.com.br/2011/05/liberdade-a-propinquidade
A tradução não é apenas uma transposição de ideias de uma língua para outra (lembrança das minhas queridas editoras… ando recitando isso como se fosse um mantra ultimamente)… traduzir é recriar, sem medo, as sensações e os sentimentos do original. É igualar a experiência da leitura do original no idioma que é próprio ao tradutor…

Instrumentos de trabalho…

•13 de maio de 2011 • Deixe um comentário

Quais são os instrumentos de trabalho de um tradutor?
Para início de conversa, computador é fundamental.
E também é fundamental saber mexer num editor de texto, seja lá qual for a versão: 2003, 2007 e 2010… Traduzir no Notepad não dá, não é? Bom, melhor deixar esse assunto para lá…
Tradutores usam ferramentas como as CAT Tools (algumas têm versões demo, outras, não… umas são mais ou menos fáceis de usar que outras; o que vale é testar e ver com qual você se adapta). Mas sei de vários colegas que não usam e nem por isso deixam de traduzir…
Uma dica útil também são os programas de edição de arquivos *.pdf ou de conversão de arquivos *.pdf para *.word. Assim como as CAT Tools, tem para todos os gostos, desde versões gratuitas até versões profissionais que possibilitam bastante autonomia ao tradutor.
Mas o que mais me impressiona MESMO é que muitos colegas tradutores não conhecem as nossas maiores aliadas na tradução – as bibliotecas digitais.
Hoje vou mencionar as que mais gosto:
http://www.gutenberg.org/wiki/Main_Page (livros em vários idiomas)
http://www.archive.org/
http://books.google.com.br/
http://gutenberg.spiegel.de/ (livros em alemão)
http://www.zeno.org/
No Google Books, por exemplo, você encontra pequenas joias como essas:
The sailor’s word-book
http://migre.me/4wWPM
An etymological dictionary of the English language
http://migre.me/4wWQV
Os livros em domínio público podem ser baixados e outros podem ser consultados parcialmente.

Madame Bovary… de novo?

•7 de abril de 2011 • Deixe um comentário

Os clássicos merecem mesmo ser lidos e (re-)traduzidos?
Essa é uma das muitas perguntas que foram feitas desde que foi noticiado que a tradutora Lydia Davis (40 anos de profissão e tradutora, entre outros, de Maurice Blanchot) publicaria uma nova tradução de Madame Bovary, de Flaubert, que marcaria – possivelmente – sua aposentadoria como tradutora.
A nova tradução gerou uma série de artigos fantásticos que propõem não apenas uma reflexão sobre a necessidade de novas traduções dos clássicos, mas também um questionamento do próprio fazer tradutório.
Em breve, pretendo voltar a essa questão. Mas, por enquanto, deixo os leitores com um pequeno artigo escrito pela própria Lydia Davis [“Why a new Madame Bovary”]: http://www.theparisreview.org/blog/2010/09/15/why-a-new-madame-bovary/;
um artigo de Sam Anderson, no New York Books [“Knee-Deep in ‘Bovary'”]: http://nymag.com/arts/books/features/68712/
e o excelente texto de Julian Barnes, no LRB [“Writer’s Writer and Writer’s Writer’s Writer”]: http://www.lrb.co.uk/v32/n22/julian-barnes/writers-writer-and-writers-writers-writer

Giorgio Vasari, “Dos diversos artífices flamengos”

•25 de março de 2011 • Deixe um comentário

Há algum tempo, para o mestrado em História da Arte, no qual me propus pensar a relação entre Giorgio Vasari e os pintores flamengos, a partir de suas Vidas, traduzi um breve texto vasariano sobre os “artífices flamengos”.
Uma versão prévia foi publicada na Revista de História da Arte e Arqueologia, da Unicamp, e esta última versão contém algumas modificações que considero importantes (o que não significa, em absoluto, que eu considere esta a versão definitiva! Trata-se, na melhor das hipóteses, de um work in progress).

O começo…

•25 de março de 2011 • 1 Comentário

Sempre acho difícil começar a escrever numa página em branco…
Também não gosto da ideia de assumir um compromisso com eventuais leitores de postar coisas interessantes regularmente ou de ser sempre imparcial, divertida e dizer coisas inteligentes a cada vez…
Minha ideia é compartilhar nesse blog notícias, resenhas, pequenos prazeres (alguns secretos, outros nem tanto), textos que, por um motivo ou outro, nunca foram publicados, inseguranças, etc. com os colegas tradutores e editores, mas também com qualquer leitor em potencial…
Não gostaria, de modo algum, que isso se tornasse uma obrigação, pois o que me leva a escrever aqui é justamente o caráter lúdico, o exercício de uma escrita para o leitor imaginário…
Afinal de contas, esse é apenas mais um blog do WordPress…